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Dólar sobe com guerra no Oriente Médio no foco, mas alta de commodities alivia pressão

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O dólar e os juros futuros avançam na manhã desta segunda-feira, 2, enquanto o Ibovespa futuro recua, refletindo a aversão a risco generalizada. Às 9h46, o dólar à vista ganhava 1,07%, a R$ 5,1891.

O movimento acompanha a queda das bolsas globais, a valorização da moeda americana e a alta dos rendimentos dos Treasuries, diante dos temores sobre os impactos da guerra no Oriente Médio, que já afeta a oferta global de energia e eleva os preços do petróleo, do gás e de commodities como metais básicos e preciosos.

Paralelamente, os investidores analisam também as projeções do boletim Focus. A mediana do relatório Focus para a inflação suavizada nos próximos 12 meses passou de 3,95% para 3,92%, ante 3,99% há um mês. A mediana de IPCA de 2026 segue em 3,91; para 2027, passou de 3,80% para 3,79%; e para 2028 permaneceu em 3,50% pela 17ª semana consecutiva.

No noticiário da guerra, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o gabinete do premiê israelense Benjamin Netanyahu foi alvo de um ataque surpresa com mísseis Kheibar, sem detalhar danos ou vítimas. O comunicado também menciona que defesas iranianas abateram três caças dos EUA, embora o Comando Central americano atribua a queda a fogo amigo do Kuwait.

O diretor-geral da AIEA, Rafael Mariano Grossi, afirmou que, até o momento, nenhuma instalação nuclear do Irã, incluindo Bushehr e o Reator de Pesquisa de Teerã, sofreu danos, durante sessão especial do Conselho nesta segunda-feira. O embaixador do Irã na AIEA, Reza Najafi, porém, alegou que ataques aéreos dos EUA e Israel atingiram a instalação de enriquecimento de Natanz, contradizendo Grossi.

A Arábia Saudita suspendeu temporariamente as operações da refinaria de Ras Tanura, operada pela Saudi Aramco, após ataque de drones iranianos em meio à escalada das tensões no Oriente Médio,sem registro de vítimas. A QatarEnergy anunciou a suspensão da produção de gás natural liquefeito (GNL) devido à guerra no Oriente Médio, sem previsão para retomada.

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, declarou que o ataque com foguetes do Hezbollah a Israel foi um ato "ilegal", acrescentando que ações do tipo dão a Israel pretexto para destruir o país.

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