O dólar comercial fechou nesta terça-feira (8) cotado a R$ 5,08, o menor valor em cerca de um mês, com recuo próximo de 0,8% no pregão. O movimento aconteceu em meio à alta do petróleo internacional, pressionado por tensões no Oriente Médio após ataques a instalações de energia na Arábia Saudita, e também refletiu um fluxo positivo de investidores estrangeiros na Bolsa brasileira, que fechou no maior patamar desde maio.
Para o consumidor de Manaus, um dólar mais barato tende a aliviar, de forma gradual, o custo de produtos e insumos importados, um fator especialmente sensível para a Zona Franca de Manaus, cujas indústrias dependem de componentes eletrônicos, químicos e peças cotados em moeda estrangeira. Uma cotação mais baixa reduz o custo de aquisição desses insumos e pode ajudar a segurar reajustes de preços de eletrônicos, motocicletas e outros bens fabricados no polo industrial.
O câmbio mais favorável também interessa a quem pretende viajar para o exterior ou fazer compras internacionais, já que passagens aéreas, hospedagem e produtos importados por e-commerce ficam proporcionalmente mais baratos. Já no caso dos combustíveis, o efeito é mais indireto: os preços nas refinarias seguem a cotação internacional do petróleo e a paridade de importação, de modo que a queda do dólar pode compensar parte da pressão do barril mais caro, mas não garante redução imediata no preço da bomba em Manaus.
O mercado também está de olho na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 15 e 16 de setembro, quando o Banco Central decide os rumos da Selic, hoje em 15% ao ano, o maior patamar da série recente. A decisão influencia diretamente o custo do crédito para financiamento de imóvel, veículo, cartão e cheque especial, itens que pesam no orçamento das famílias amazonenses.




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