Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito presidente da República no segundo turno disputado neste domingo (25), com cerca de 51,8% dos votos válidos contra Flávio Bolsonaro, garantindo um quarto mandato até o fim de 2030. O resultado, confirmado horas após o encerramento das urnas, pegou parte do mercado financeiro de surpresa e já provocou reação imediata em negociações eletrônicas que funcionam mesmo fora do horário da bolsa brasileira.
Ainda durante a noite de domingo, contratos futuros do dólar negociados em Chicago dispararam entre 10% e 11%, saindo da faixa de R$ 5,01 e chegando a bater R$ 5,68 em alguns momentos, antes de estabilizar perto de R$ 5,52. Fundos que replicam o desempenho da bolsa brasileira negociados no Japão e nos Estados Unidos também registraram quedas de dois dígitos, movimento que reverteu por completo a euforia observada no mercado após o primeiro turno. O sinal é de que a B3 deve abrir o pregão desta segunda-feira sob forte volatilidade.
Para quem mora em Manaus, esse tipo de oscilação tende a chegar rápido ao dia a dia. A Zona Franca depende fortemente de insumos e componentes importados cotados em dólar, usados para montar eletrônicos, motos e eletrodomésticos — uma moeda americana mais cara encarece essa cadeia produtiva e pode pressionar os preços finais nas lojas da capital amazonense nas próximas semanas. Viagens internacionais e compras em sites estrangeiros também ficam mais caras para quem planeja gastar em dólar.
Do outro lado, a percepção de maior risco fiscal costuma empurrar para cima os juros futuros negociados no mercado, o que tende a encarecer o crédito, o financiamento de veículos e imóveis e o parcelamento no cartão. A recomendação de analistas financeiros é de cautela: evitar decisões apressadas de câmbio ou de compras parceladas grandes nos próximos dias, até que o mercado à vista mostre com mais clareza o novo patamar de preços depois da repercussão do resultado eleitoral.
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