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Dirigente do Fed diz ser cedo para medir efeito da guerra com Irã na inflação dos EUA

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O presidente do Federal Reserve (Fed) de Minneapolis, Neel Kashkari, afirmou que ainda é muito cedo para avaliar como a guerra com o Irã poderá afetar a inflação nos Estados Unidos e ressaltou que o impacto do conflito pode ter consequências na política monetária.

Durante evento organizado pela Bloomberg nesta terça-feira, 3, Kashkari pontuou que é preciso "avaliar a magnitude e a duração do choque causado pela guerra com o Irã" antes de qualquer ajuste no rumo dos juros. Kashkari destacou que, antes da crise, via a inflação entre 2,5% e 3% e esperava um corte de juros neste ano, mas que agora não tem certeza sobre a quantidade de reduções.

O dirigente reiterou que a inflação "ainda está muito alta, mas parece estar na direção correta" e que a leitura cheia elevada merece atenção, dada a trajetória recente. "Precisamos, sem sombra de dúvida, atingir nossa meta de inflação de 2%", afirmou.

Kashkari acrescentou que, antes do ataque ao Irã, as metas de inflação e emprego pareciam mais estáveis e observou ainda que "não há muita demanda subjacente por mão de obra". Sobre comércio exterior, disse não ver "muitas chances de aumentar substancialmente o nível das tarifas" e que ainda não há evidências de que elas subirão muito além dos níveis atuais. Para ele, a incerteza em torno do novo regime tarifário é um entrave para a economia americana.

O presidente da distrital de Minneapolis também avaliou que a força da atividade sugere uma taxa neutra de juros mais alta, reforçando a necessidade de cautela diante do novo cenário geopolítico.

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