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Copom diz na ata que inflação pressionada pela demanda exige política monetária contracionista

O Comitê de Política Monetária (Copom) reiterou, na ata da sua mais recente reunião, que a inflação brasileira continua pressionada pela demanda, o que exige a manutenção da taxa Selic em um nível contracionista. Por outro lado, afirmou que a política monetária tem contribuído para um arrefecimento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

"As leituras recentes até o início dos conflitos no Oriente Médio indicavam algum arrefecimento da inflação que abrangia tanto o índice cheio quanto em aberturas e medidas subjacentes", diz a ata da última reunião do Copom, que diminuiu a taxa Selic de 15% para 14,75%, o primeiro corte nos juros em quase dois anos.

Segundo o comitê, a combinação entre um real mais apreciado e o alívio nos preços de commodities antes dos ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã - que levaram a uma disparada do petróleo no mercado internacional - vinha contribuindo para a desaceleração nas inflações de bens industrializados e alimentos.

Na mesma linha, a inflação de serviços - mais sensível à atividade econômica e à política monetária - continuava "resiliente", mas com alguma moderação, acompanhando a desaceleração da atividade doméstica.

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