O Bradesco aumentou as taxas de juros do financiamento imobiliário na segunda-feira (26), um dia após o segundo turno das eleições presidenciais. A nova tabela passou a valer imediatamente e chega a 18,5% ao ano mais TR, dependendo da modalidade. O simulador do banco já calcula financiamentos residenciais com juros de 16,5% ao ano mais TR, com custo efetivo total de 17,21% ao ano e exigência de renda líquida mínima de R$ 15.858.
O reajuste representa uma alta de até 4,51 pontos percentuais. Em setembro, segundo dados do Banco Central, a taxa média cobrada pela instituição era de 11,77% ao ano no Sistema Financeiro da Habitação. Em um financiamento de R$ 300 mil em 30 anos pela tabela SAC, a primeira parcela fica cerca de 20% mais cara, uma diferença superior a R$ 1 mil por mês.
O banco comunicou a mudança a seus parceiros imobiliários e justificou o ajuste pelos movimentos recentes do mercado e pelo aumento do custo de captação de recursos. O comunicado não relaciona o reajuste ao resultado da eleição. A linha Poupança Mais segue com estrutura diferente, com taxa de 10,33% ao ano mais a remuneração da poupança.
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