FRANKFURT, 1 Set (Reuters) - O aumento repentino da inflação na zona do euro desde o início da guerra no Irã foi impulsionado quase que inteiramente pela alta nos preços da energia, o que justifica o pequeno aumento nas taxas de juros promovido pelo Banco Central Europeu (BCE) em junho, segundo revelou uma nova pesquisa do BCE divulgada nesta terça-feira.
O BCE elevou os juros pela primeira vez em quase três anos e deve fazê-lo novamente na próxima semana, já que as contínuas interrupções no Estreito de Ormuz mantêm os preços do gás e da gasolina elevados na zona do euro, que é importadora de energia.
Uma nova publicação no blog de pesquisadores do BCE comparou o atual período de alta inflação com o que se seguiu à invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia em 2022, utilizando variáveis como desequilíbrios de oferta e demanda relacionados à pandemia, choques adversos no abastecimento de energia, bem como medidas de política fiscal e monetária.
“Nossas estimativas sugerem que o atual aumento da inflação geral, até o final de maio de 2026, tem sido impulsionado quase inteiramente por choques adversos no abastecimento de energia”, escreveram os economistas Kristina Barauskaitė Griškevičienė e Claus Brand.
Em contrapartida, o surto de alta inflação de 2021-2022 também foi impulsionado inicialmente por estímulos monetários e, posteriormente, por estímulos fiscais.
“Esse contraste corrobora a resposta de política mais moderada adotada até o momento”, afirmou o blog. “A resposta dada até o momento é consistente com a orientação de médio prazo da política monetária do BCE e com as expectativas do mercado financeiro.”
A maioria dos economistas esperava que a guerra no Irã terminasse ao longo do verão europeu.
(Reportagem de Francesco Canepa)




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