o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central (BC), Fernando Rocha, afirmou nesta quinta-feira, 29, que o resultado do governo central puxou o déficit menor do setor público de R$ 5,497 bilhões, melhor para o mês desde 2022. Ele participa da coletiva de imprensa das estatísticas fiscais do mês de setembro.
"Se nós olharmos os componentes do setor público consolidado, o governo central, os governos regionais, compostos por Estados e municípios, e as empresas estatais, desses três níveis, nós podemos observar que o governo central foi inteiramente responsável por essa melhora do resultado", afirmou.
Segundo ele, o resultado do governo central no mês, de R$ 3,469 bilhões, foi o melhor superávit primário para o mês desde 2012, quando o resultado foi positivo em R$ 11,1 bilhões.
A explicação para essa melhora foi causada principalmente por conta do cancelamento de precatórios de R$ 12,8 bilhões, o que ajudou com o primário para o mês.
No caso das estatais, que tiveram déficit de R$ 3,393 bilhões, o principal vilão do resultado foram as estatais estaduais, com déficit de R$ 1,396 bilhão, sendo que no ano anterior haviam registrado superávit de R$ 1,743 bilhão.
Gasto com juros acumulado de jan-set é o maior para o período desde 2015 (9,2%)
Fernando Rocha afirmou que o gasto com juros acumulado no mês de janeiro até setembro é o maior para o período desde 2015, quando se chegou a 9,2% do Produto Interno Bruto. Ele participa da coletiva de imprensa das estatísticas fiscais do mês de setembro.
De janeiro a setembro, a despesa do setor público com juros atingiu R$ 882,077 bilhões, ou 8,71% do Produto Interno Bruto (PIB).
"É o maior porcentual do PIB para a conta de juros para o período de janeiro a setembro, desde 2015. Em 2015, ela chegou a 9,2% e, no caso dos dados de janeiro a setembro, a conta de juros passou de R$ 684,7 bilhões no ano passado para R$ 882,1 bilhões neste ano, ou seja, o aumento foi de R$ 197,4 bilhões", afirmou.
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