Curitiba registrou deflação de 0,21% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em julho de 2026, revertendo a alta de 0,42% verificada em junho na capital paranaense. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), órgão federal responsável pelo levantamento mensal de preços ao consumidor no país.
No acumulado do ano, a inflação em Curitiba chegou a 2,62% até julho, enquanto o acumulado em 12 meses ficou em 3,05%, conforme a tabela regional divulgada pelo instituto.
Mesmo com o resultado mensal negativo, o custo de morar segue como ponto de atenção: o grupo Habitação foi o que mais pressionou o IPCA nacional em julho, acelerando de 0,63% em junho para 0,99% no mês, puxado pela alta da energia elétrica residencial em diversas capitais. Em Curitiba, o reajuste tarifário de energia elétrica foi de 19,55%, com peso de 12,15% na estrutura do índice local, vigente desde 24 de junho.
O resultado coloca Curitiba entre as capitais com desempenho abaixo da média nacional no mês, em um cenário no qual o custo da moradia — puxado sobretudo pela energia elétrica — segue como um dos principais componentes de pressão sobre o orçamento das famílias curitibanas.



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