O Ministério Público Federal (MPF) cobrou, em 17 de agosto de 2026, esclarecimentos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobre o pedido da Petrobras para perfurar três novos poços exploratórios na Bacia da Foz do Amazonas, e deu prazo de cinco dias para resposta do órgão.
O pedido da estatal envolve o bloco FZA-M-59, onde já está previsto um poço principal, o que eleva para quatro o total de perfurações no local, com cronograma estimado entre 2025 e 2029 e duração de cinco a seis meses por poço, segundo comunicado público da empresa. O Ibama já havia aplicado multa de 2,5 milhões de reais à Petrobras por um vazamento anterior na mesma área.
Em nota, o MPF afirmou que a liberação de novas perfurações "descumpre normas ambientais, ignora impactos cumulativos e contradiz as informações prestadas à sociedade e à Justiça" sobre a exploração de petróleo na região amazônica costeira.
O Ibama informou que, após receber o pedido do MPF, avaliará o conteúdo e responderá dentro do prazo estipulado pelo órgão de controle.




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