As investigações da Operação Compliance Zero revelaram que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mantinha uma “milícia privada” chamada “A Turma”, utilizada para monitorar ilegalmente e intimidar adversários, autoridades e jornalistas. Mensagens interceptadas mostram Vorcaro ordenando que o jornalista Lauro Jardim, do O Globo, fosse agredido em um assalto forjado. A ordem era “quebrar todos os dentes”, da vítima.
A ação seria uma represália após a publicação de reportagens contra Vorcaro. O jornalista Guilherme Amado , do Metrópoles , também é mencionado em mensagens interceptadas pela Polícia Federal.
Esses servidores revisavam minutas de documentos destinados ao órgão regulador e antecipavam ações de fiscalização. Em contrapartida, recebiam pagamentos mensais que chegavam a R$ 1 milhão, mediante contratos simulados de consultoria e empresas de fachada.
Por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), os servidores foram afastados de suas funções e deverão utilizar tornozeleira eletrônica. O ministro André Mendonça ressaltou que a liberdade dos investigados representava um risco à ordem pública e à integridade física de vítimas e autoridades, além de permitir a destruição de provas e a continuidade da lavagem de dinheiro. Ele também determinou a suspensão das atividades de cinco empresas associadas ao grupo.
Esse novo desdobramento expande o escândalo do Caso Master, revelando não apenas irregularidades financeiras, mas também um amplo esquema de intimidação e cooptação institucional.

