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“Tem quem queira trabalhar seis dias”, diz deputado ao travar PEC do fim da escala 6x1

“Tem quem queira trabalhar seis dias”, diz deputado ao travar PEC do fim da escala 6x1
Deputado pediu vistas - Foto: Reprodução

O deputado Mauricio Marcon (PL-RS) afirmou que a proibição da escala 6x1 ignora a vontade de uma parcela de profissionais que prefere trabalhar seis dias por semana. Em entrevista, ao defender o pedido de vistas que adiou a votação do tema na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o parlamentar argumentou que o Estado não pode impor um padrão único, pois "não se pode achar que todo mundo quer trabalhar cinco dias por semana; tem quem queira trabalhar quatro e quem queira trabalhar seis".

"Ela copia basicamente o que outras grandes economias fizeram proporcionando que quem queira trabalhar seis dias, elas tenha a liberdade de fazer. A gente não pode achar que todo mundo quer trabalhar cinco dias por semana, tem quem queira trabalhar quatro e quem queira trabalhar seis", disse.

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Para embasar seu ponto de vista, Marcon apresentou uma proposta alternativa, a PEC 40/2025, baseada no modelo de grandes economias globais, que substitui a imposição de dias fixos pela liberdade de escolha. Segundo o deputado, o seu projeto dá autonomia para que o cidadão decida sua própria jornada e receba proporcionalmente pelas horas trabalhadas. Ele alega que acabar com o regime atual de forma obrigatória pune o trabalhador que deseja manter sua rotina de seis dias para garantir uma renda maior, empurrando-o inevitavelmente para o mercado informal.

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Ao centralizar suas críticas na natureza impositiva das propostas originais (PECs 221/2019 e 08/2025), o deputado classificou a articulação da esquerda como "politiqueira" e "autoritária". Marcon alertou que a proibição da jornada de seis dias trará graves impactos econômicos para setores dependentes dessa escala, como comércio, saúde e turismo. Embora o governo federal tente acelerar o debate por meio do Projeto de Lei 1838/2026, a bancada do PL promete fechar questão contra o fim da escala 6x1 na CCJ, utilizando o tempo do pedido de vistas para barrar o avanço do texto.

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