Áudios atribuídos ao sargento James Mota, ex-secretário municipal de Segurança de Barra do Corda, no Maranhão, levaram o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA) a acionar a Polícia Federal (PF). Nas gravações, ele defende a prisão de apoiadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e afirma que as detenções fariam outros eleitores do partido sentirem medo.
Em um dos trechos divulgados, o homem atribuído ao militar diz: “Quem é PT é inimigo da polícia, é inimigo da sociedade”. Em seguida, incentiva a realização de prisões.
Após a repercussão, James Mota foi afastado do cargo na quinta-feira (22). O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), também determinou a apuração do caso.
Nesta sexta-feira (23), o corregedor eleitoral Sebastião Bonfim informou que o TRE-MA comunicou a divulgação das gravações à Polícia Federal, que deverá apurar os fatos.
Em manifestação sobre o episódio, James afirmou que os áudios foram gravados em um grupo fechado de policiais militares, no qual, segundo ele, eram comuns provocações e brincadeiras políticas. O sargento reconheceu o uso de expressões fortes, mas negou intenção de intimidar eleitores ou utilizar o cargo público para interferir nas eleições.
A Prefeitura de Barra do Corda informou que reprova manifestações contrárias à democracia e ao livre exercício do voto. O caso também motivou uma notícia-crime apresentada pela Federação Brasil da Esperança ao Ministério Público Eleitoral, solicitando investigação sobre possíveis crimes eleitorais.
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