Um relatório da Polícia Federal, obtido do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, aponta supostas menções e transações envolvendo o ministro do STF Kassio Nunes Marques e seu filho, Kevin Marques.
Entre os diálogos de março de 2025, um contato chamado "Rayanna" cobra Vorcaro por um suposto encontro de uma amiga com o magistrado ("Ela disse que ficou com o Kassio"), indicando um pagamento de R$ 10 mil. O material também inclui um pedido de organização de viagem atribuído ao ministro e registros de supostos repasses mensais de R$ 500 mil a Kevin Marques, articulados por Vorcaro e pelo ex-diretor do Banco Master, Luiz Rennó.
Durante a sessão do STF nesta terça-feira (15), Nunes Marques negou as acusações: afirmou que nunca trocou mensagens com Vorcaro, que jamais julgou processos do Banco Master e que seu filho nunca prestou serviços ao banco.
Na mesma sessão, o ministro declarou-se impedido de votar na análise sobre a eventual investigação contra o ministro Alexandre de Moraes — caso que também envolve Vorcaro. Nunes Marques justificou que, como presidente do TSE, não se sente confortável para participar de temas com impacto político-eleitoral.



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