A Polícia Federal identificou coincidências de datas e valores entre movimentações financeiras da Go Up, produtora do filme “Dark Horse”, e recursos de emendas parlamentares destinados pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP) a duas entidades ligadas à empresária Karina Ferreira da Gama.
A relação aparece na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou novas medidas no caso. A PF analisa possíveis conexões entre os repasses feitos às organizações e despesas relacionadas à produção da cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL).
Segundo Dino, a Go Up registrou movimentações consideradas atípicas entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025. Nesse período, as contas da produtora movimentaram cerca de R$ 19 milhões, sendo R$ 9 milhões em créditos e R$ 10 milhões em débitos.
As investigações também alcançam o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC), organizações que pertencem a Karina Gama, dona da Go Up.
A suspeita da PF é de que a proximidade entre os valores movimentados, as datas das operações e os recursos provenientes de emendas possa indicar uma conexão financeira entre as entidades e a produção de “Dark Horse”. O caso ainda está sob investigação e não há conclusão sobre eventual irregularidade.
Mário Frias é investigado no caso por sua relação com as emendas destinadas às entidades. A apuração busca esclarecer a origem, o destino e a utilização dos recursos envolvidos.



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