O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, ligado ao Partido Democrata, criticou a decisão do governo de Donald Trump de conceder vistos ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e a familiares dele. O grupo questionou o tratamento dado à família brasileira em comparação com as dificuldades enfrentadas por pessoas que tentam entrar nos Estados Unidos para escapar de guerras e crises humanitárias.
Em publicação nas redes sociais, os democratas citaram situações no Sudão e no Haiti e direcionaram críticas ao secretário de Estado americano, Marco Rubio. O grupo afirmou que pessoas que fogem de conflitos enfrentam barreiras para obter proteção, enquanto o governo facilita a entrada da família Bolsonaro.
“Nenhum asilo para pessoas fugindo da guerra no Sudão ou do conflito no Haiti, mas Rubio está estendendo o tapete vermelho para Bolsonaro. Aparentemente, fugir da violência não se qualifica. Negar os resultados eleitorais, sim”, afirmou a Câmara em um post ma internet.
O deputado democrata Joaquin Castro também contestou a medida. Ele afirmou que perder uma eleição não é justificativa para pedir asilo e cobrou explicações do governo Trump sobre uma possível participação das autoridades americanas na saída de Flávio do Brasil.
O candidato democrata Isaiah Martin disparou: "Agora, o contribuinte americano vai arcar com os custos para proteger sua família criminosa e suas viagens de luxo pelo nosso país".
Castro ainda mencionou investigações brasileiras envolvendo suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. As acusações citadas pelo parlamentar não representam condenação judicial do senador.
As manifestações ocorreram após o Departamento de Estado americano anunciar que emitirá vistos para Flávio e seus familiares. A concessão dos documentos, porém, não significa que um pedido de asilo tenha sido aprovado — são procedimentos migratórios diferentes.
O caso ganhou repercussão em meio à saída de Flávio do Brasil e às controvérsias sobre sua situação judicial. As críticas também ocorrem às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, previstas para 3 de novembro.
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