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Novas vítimas denunciam grupo investigado por estupro coletivo no Rio de Janeiro

Novas vítimas denunciam grupo investigado por estupro coletivo no Rio de Janeiro
Suspeitos de estupro coletivo em Copacabana — Foto: Reprodução/Fantástico

A investigação sobre o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, ocorrido no final de janeiro, ganhou um novo e alarmante capítulo com a manifestação de novas vítimas. Encorajadas pela repercussão do caso e pela detenção dos suspeitos, pelo menos duas jovens procuraram as autoridades para relatar abusos semelhantes praticados pelo mesmo grupo. Os novos depoimentos detalham um padrão de comportamento agressivo e sugerem que os envolvidos agiam de forma sistemática há anos na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Uma das novas denunciantes revelou ter sido violentada há três anos, quando tinha apenas 14 anos de idade. Segundo a família da jovem, o trauma foi guardado em segredo até que ela identificou os rostos de Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin no noticiário. A vítima afirmou ter reconhecido pelo menos dois dos quatro homens denunciados como seus agressores em um episódio que guarda semelhanças com o crime recente, evidenciando o longo histórico de impunidade dos suspeitos.

Outro relato contundente partiu de uma ex-colega de escola de Vitor Hugo Simonin. Ela descreveu uma tentativa de abuso ocorrida no ano passado durante uma festa, onde o agressor teria tentado forçá-la a praticar atos sexuais contra sua vontade. A jovem relatou que só conseguiu escapar da situação devido à intervenção oportuna de um segurança do local. Em seu depoimento, ela afirmou que apenas compreendeu a gravidade do que sofreu — classificando-o como estupro — após a explosão do caso atual na mídia.

A investigação central, que motivou as novas denúncias, aponta uma violência brutal sofrida pela adolescente de 17 anos em um apartamento. Relatos de familiares e exames periciais indicaram hematomas severos que se estendiam da axila até a coxa da vítima. Segundo o depoimento da jovem, o que deveria ser um encontro consensual tornou-se um pesadelo quando os outros comparsas invadiram o quarto. Mesmo após ela implorar para que parassem e oferecer resistência, a vítima foi agredida com chutes e violentada pelo grupo.

Atualmente, todos os envolvidos, incluindo dois jovens de 18 anos, dois de 19 e um adolescente, estão sob custódia das autoridades. A Polícia Civil e o Ministério Público trabalham agora para anexar esses novos relatos ao inquérito principal, o que pode agravar significativamente a pena dos acusados. As autoridades reforçam a importância de que outras possíveis vítimas utilizem canais como o Disque 180 para denunciar abusos, garantindo o sigilo e o apoio necessário para o prosseguimento das investigações.

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