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Injeção semestral que previne HIV terá preço de até R$ 20,9 mil no Brasil

Injeção semestral que previne HIV terá preço de até R$ 20,9 mil no Brasil
SUS avalia liberação - Foto: Pexels

O lenacapavir, medicamento injetável que ajuda a prevenir a infecção pelo HIV, teve o preço máximo ao consumidor definido em até R$ 20,9 mil por aplicação no Brasil. A dose oferece proteção por seis meses, mas o produto ainda não está disponível nas farmácias.

A definição do valor foi feita pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar o uso preventivo do medicamento em janeiro deste ano. Comercializado sob o nome Sunlenca, o produto é fabricado pela farmacêutica Gilead Sciences.

Diferentemente da profilaxia pré-exposição (PrEP) oral, que exige o uso regular de comprimidos, o lenacapavir permite a prevenção com aplicações semestrais realizadas por profissionais de saúde. Estudos clínicos apontaram eficácia de até 100% em um dos grupos avaliados.

Apesar da definição do preço, a comercialização depende da organização da distribuição pela fabricante. A autorização para venda também não significa que o medicamento será oferecido automaticamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Para chegar à rede pública, o lenacapavir ainda precisa passar pela avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e receber uma decisão favorável do Ministério da Saúde.

Em setembro, um acordo entre a Gilead e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) abriu caminho para facilitar o fornecimento do medicamento a países da América Latina, incluindo o Brasil. No entanto, ainda não foram definidos publicamente os preços e os prazos para a distribuição no país.

O lenacapavir é uma opção de prevenção para pessoas que não vivem com HIV, mas têm risco de exposição ao vírus. O uso exige avaliação e acompanhamento por profissionais de saúde, incluindo a realização de testes para confirmar que a pessoa não tem a infecção.

A chegada do medicamento ao mercado brasileiro representa uma nova possibilidade de prevenção, mas o custo e a definição sobre a oferta pelo SUS serão determinantes para ampliar o acesso à tecnologia.

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