O governo brasileiro e a União Europeia iniciam, nesta quarta-feira (13), uma série de reuniões presenciais para tratar da exclusão do Brasil da lista de exportadores de carnes para o bloco europeu. A medida, publicada na terça-feira (12) e com vigência a partir de 3 de setembro, veda o envio de animais vivos destinados à produção de alimentos, afetando diretamente o comércio de bois, cavalos, aves, peixes, ovos e mel.
Em Brasília, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luis Rua, reúne-se com a embaixadora da UE, Marian Schuegraf, enquanto em Bruxelas, o embaixador brasileiro Pedro Miguel da Costa e Silva busca esclarecimentos técnicos junto ao órgão sanitário europeu.
Fontes do agronegócio indicam que a decisão é reflexo de alertas feitos pela UE desde junho de 2023 sobre a resistência antimicrobiana, somados à falta de sucesso nas negociações bilaterais nos últimos três anos e possíveis retaliações políticas relacionadas ao acordo com o Mercosul.
O impacto econômico é significativo, visto que a União Europeia movimenta quase R$ 2 bilhões em importações de carnes brasileiras, e o governo agora prioriza a via diplomática para tentar reverter a sanção antes que ela entre em vigor.




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