O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de dez dias para que o Ministério da Justiça informe o andamento do processo de entrega do espião russo Sergey Vladimirovich Cherkasov ao governo da Rússia.
A decisão foi tomada após a defesa solicitar informações sobre a extradição do homem, que está preso no Brasil desde 2022 e cumpre pena na Penitenciária Federal de Brasília, de segurança máxima.
Segundo integrantes do Ministério da Justiça, o caso ainda está em análise e a decisão sobre uma eventual extradição cabe ao Poder Executivo.
Sergey foi preso pela Polícia Federal em 2022 por uso de documento falso. Ele utilizava a identidade brasileira de Victor Muller e chegou a frequentar aulas de forró no país.
O russo foi detido na Holanda ao tentar entrar em Amsterdã com um passaporte brasileiro adulterado. Na época, ele pretendia realizar um estágio no Tribunal Penal Internacional (TPI), que investigava possíveis crimes de guerra cometidos pela Rússia na Ucrânia.
A Rússia pediu a extradição de Sergey, alegando que ele é procurado por tráfico internacional. Os Estados Unidos também demonstraram interesse no caso e afirmam ter informações de que o russo teria usado identidade falsa e realizado atividades de espionagem durante uma passagem pelo país.
No mês passado, o governo brasileiro determinou a expulsão de Sergey e proibiu seu retorno ao Brasil por 30 anos, mas ainda não definiu a data para sua saída.
O espião permanece preso e tem pena prevista até 2027. Ele é apontado pela Polícia Federal como o último integrante de uma rede de espionagem russa identificada no Brasil que ainda permanece no país.



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