O advogado Hugo Novais afirmou que Monique Medeiros foi vítima de uma tentativa de homicídio durante o período em que esteve presa preventivamente no caso da morte de seu filho, Henry Borel. Em entrevista, o defensor relatou que a ex-professora enfrentou ameaças constantes dentro da unidade prisional e que os episódios deixaram marcas profundas em sua vida após a saída da prisão.
Segundo Novais, Monique vive atualmente sob forte receio de sofrer novos ataques. “Sem sombra de dúvidas, a Monique tem muito medo”, declarou o advogado. Ele afirmou que acompanha a defesa da ex-professora há cerca de cinco anos e destacou que o temor permanece mesmo após o encerramento do julgamento em que ela recebeu perdão judicial.
O defensor também relatou que a tentativa de homicídio ocorreu dentro do sistema prisional e teria motivado a abertura de uma investigação. De acordo com ele, uma detenta teria atacado Monique com golpes de lâmina na região do pescoço. “Monique sofreu, ao longo do cárcere, diversas e diversas ameaças. Ela estava num cárcere dentro de um cárcere”, afirmou. Novais acrescentou que o caso foi levado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos em razão das supostas violações sofridas durante o período de detenção.
Ao comentar a repercussão do caso, o advogado avaliou que Monique é alvo de uma campanha de ódio e afirmou que ela sofre mais ataques do que o próprio ex-vereador Jairo Souza Santos, o Jairinho, condenado pela morte de Henry Borel. “Todas essas ameaças e toda essa campanha de ódio eram fruto, sem sombra de dúvidas, do machismo estrutural existente na sociedade. A Monique sofre muito mais no cárcere e na sociedade do que o próprio algoz do seu filho”, declarou.



Aviso