O Bolsa Família passa a pagar mais a partir deste mês, com reajuste de 15,04% no valor mínimo repassado às famílias inscritas no programa. A mudança, autorizada por decreto presidencial assinado em setembro, elevou o piso do benefício de R$ 600 para R$ 691 e representa a primeira correção pela inflação desde a retomada do programa em 2023. O pagamento com os novos valores começa a cair na conta dos beneficiários a partir do dia 19 de outubro.
O valor da Renda de Cidadania, repassado por integrante da família, subiu de R$ 142 para R$ 164. O Benefício Primeira Infância, destinado a crianças de até seis anos, passou de R$ 150 para R$ 173 por criança, e o Benefício Variável Familiar, pago a gestantes, nutrizes e adolescentes de 7 a 18 anos incompletos, foi reajustado de R$ 50 para R$ 58 por pessoa. Segundo estimativa oficial, o valor médio pago por família deve subir de cerca de R$ 675 para R$ 777, podendo superar R$ 1.200 em núcleos com mais crianças pequenas, conforme a composição de cada família.
O calendário de outubro segue a tradicional divisão pelo último número do NIS, o Número de Identificação Social do responsável pela família. Quem tem NIS final 1 recebe no dia 19; final 2, no dia 20; final 3, no dia 21; final 4, no dia 22; e final 5, no dia 23. Na semana seguinte, recebem os finais 6, 7, 8, 9 e 0, respectivamente nos dias 26, 27, 28, 29 e 30 de outubro. A consulta pode ser feita pelos aplicativos Bolsa Família e Caixa Tem ou nos canais de atendimento da Caixa Econômica Federal.
O calendário de benefícios sociais de outubro também inclui o BPC, o Benefício de Prestação Continuada, que começa a ser pago em 26 de outubro seguindo o mesmo critério do NIS, e o Pé-de-Meia, cuja parcela do Incentivo-Matrícula para estudantes do ensino médio é liberada entre os dias 16 e 26 do mês. Para continuar recebendo qualquer um desses benefícios é preciso manter o cadastro no CadÚnico atualizado há no máximo dois anos, condição exigida tanto pelo Bolsa Família quanto pelo BPC e pelo Pé-de-Meia.
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