A empresária Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, foi morta a tiros após viajar cerca de 100 quilômetros para devolver uma caminhonete a um pecuarista com quem mantinha um relacionamento. O crime aconteceu na terça-feira (27), em Rifaina, no interior de São Paulo. O principal suspeito é João Roberto Bolelli, de 62 anos, que está foragido.
Moradora de Perdizes, em Minas Gerais, Priscila foi até uma propriedade rural às margens da Rodovia Cândido Portinari (SP-334), acompanhada do irmão e de uma amiga. A jovem pretendia encerrar o relacionamento e devolver o veículo que pertencia ao pecuarista.
Segundo relatos de testemunhas à Polícia Civil, houve uma discussão no local envolvendo a devolução de um aparelho celular. Durante o desentendimento, Bolelli teria sacado uma arma e disparado contra a jovem, atingindo a região do abdômen. O irmão da vítima também teria sido ameaçado pelo suspeito, que fugiu utilizando a caminhonete.
Priscila chegou a ser socorrida e encaminhada a uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.
Ameaças antes do crime
Depoimentos prestados à polícia indicam que a jovem já havia tentado terminar o relacionamento, mas o pecuarista não aceitava a separação. Uma amiga contou que Priscila sofreu agressões físicas quatro dias antes do assassinato e apresentava marcas pelo corpo.
Ainda conforme a testemunha, o suspeito teria ameaçado atirar na cabeça da jovem e contratado pessoas para monitorá-la. O atual namorado de Priscila também relatou que recebia informações sobre ameaças feitas pelo pecuarista.
Com medo da situação, a empresária pediu ao irmão que a acompanhasse na viagem para devolver o veículo. Uma amiga também seguiu até Rifaina em outro carro.
Suspeito tem histórico de violência
João Roberto Bolelli já foi preso e condenado por descumprir medidas protetivas concedidas a uma ex-companheira. Em 2018, ele chegou a ficar seis dias detido preventivamente pelo descumprimento de uma dessas determinações.
Em 2021, foi condenado a três meses e 15 dias de detenção, em regime aberto, pelo mesmo tipo de crime. A decisão foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em 2022. O histórico judicial também inclui uma condenação por vias de fato relacionada a agressões registradas em 2017.
A Justiça decretou a prisão preventiva do pecuarista no dia seguinte ao assassinato. Ele continua sendo procurado pelas autoridades.
A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio. Testemunhas já foram ouvidas, o local passou por perícia e o celular da vítima foi apreendido para análise.
Aviso