A prévia da inflação em Belém subiu 0,76% em outubro, a maior variação entre as 11 áreas pesquisadas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No país, o indicador, que serve como prévia da inflação oficial, desacelerou e subiu 0,32% no mês, levando o acumulado em 12 meses a 4,62%, acima do teto da meta de inflação.
O resultado da capital paraense foi pressionado principalmente pelo tomate, que subiu 17,55% no mês, e pela energia elétrica residencial, com alta de 3,71%. Segundo o IBGE, o item de energia reflete um reajuste tarifário de 6,63% aplicado em Belém desde 18 de setembro, que ainda repercute nas contas de luz das famílias da região metropolitana.
Com o avanço simultâneo de alimentos e da conta de energia, o custo de vida em Belém subiu mais rápido do que em qualquer outra capital pesquisada no mês, pressionando o orçamento doméstico e a cesta básica da população local, mesmo com o recuo da inflação em nível nacional.
Enquanto Belém liderou as altas, outras áreas como Belo Horizonte (0,59%), Goiânia (0,44%), São Paulo (0,34%) e Rio de Janeiro (0,22%) também registraram variação positiva, mas em ritmo mais moderado, segundo o levantamento do IBGE.
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