O Amazonas precisa construir uma visão integrada de desenvolvimento. Durante décadas, infraestrutura, meio ambiente, segurança, cultura, ciência, turismo e economia foram tratados como temas independentes. A realidade amazônica demonstra o contrário.
Em um Estado de dimensões continentais, onde rios, floresta, cidades e atividades econômicas se conectam, dificilmente haverá soluções permanentes enquanto cada desafio continuar sendo enfrentado de forma isolada.
Essa compreensão torna-se ainda mais necessária diante da nova realidade climática.
Grandes cheias e estiagens passaram a afetar a logística, o abastecimento, a produção de alimentos, a infraestrutura, a saúde e o funcionamento dos municípios.
Ao mesmo tempo, cresce a necessidade de preservar o patrimônio cultural, qualificar os espaços urbanos e fortalecer a segurança pública. São desafios distintos apenas na aparência, pois todos dependem de planejamento permanente e atuação coordenada do Estado.
A mesma lógica deve orientar o desenvolvimento econômico.
A Zona Franca de Manaus continua sendo um dos pilares da economia regional, mas seu fortalecimento pode caminhar ao lado da bioeconomia, da inovação, da pesquisa científica, do turismo sustentável, da produção rural e da melhoria da infraestrutura.
O desafio não é escolher entre esses caminhos, mas integrá-los em uma estratégia capaz de gerar empregos, ampliar oportunidades e reduzir desigualdades.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.




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