Para o torcedor parintinense, a disputa entre azul e vermelho não se restringe às três noites de espetáculo na arena. Ela molda identidades e atravessa gerações. Exemplo vivo dessa devoção é Socorrinha, amplamente reconhecida como uma das figuras mais emblemáticas e apaixonadas da história do Boi Caprichoso.
Em entrevista à equipe do Big Papo , do Portal do Holanda , a torcedora abriu as portas de sua residência para mostrar como a paixão pelo "Touro Negro" dita o tom de sua rotina. Logo na entrada, um boi de pano decorando o jardim sinaliza que o amor pela agremiação é, na verdade, um patrimônio familiar compartilhado com as novas gerações.
Dentro da estrutura do Festival Folclórico, Socorrinha enxerga a Galera — o Item 19 — como a alma e o termômetro de toda a festa. Ao longo dos anos, sua atuação em favor do Caprichoso desdobrou-se em diferentes frentes:
Atuação nos bastidores: Servindo como conselheira da agremiação;
Análise técnica: Atuando como comentarista apaixonada dos blocos cênicos e coreográficos;
Festa na arquibancada: Mantendo a vibração contínua que define a identidade do reduto azul e branco.
"É um inexplicável sentimento", define Socorrinha, resumindo a entrega mística que une o torcedor ao seu boi moldado em pano e espuma.
A história de Socorrinha ilustra o jornalismo de resistência cultural na Amazônia, onde o folclore se confunde com a própria biografia de seus moradores.



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