Manaus/AM - O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) concluiu, na última terça-feira (21), a terceira etapa da Operação Tamoiotatá 6 com a aplicação de mais de R$ 10 milhões em multas ambientais. A ação teve como foco o combate ao desmatamento ilegal, queimadas e outras infrações no sul do estado, alcançando sete municípios considerados áreas críticas.
As fiscalizações ocorreram entre os dias 2 e 21 de abril e abrangeram os municípios de Humaitá, Canutama, Tapauá, Apuí, Manicoré, Maués e Novo Aripuanã. Segundo o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, o uso de tecnologia e a atuação integrada com forças de segurança foram essenciais para identificar irregularidades e responsabilizar os infratores. “Conseguimos atuar de forma mais precisa e interromper práticas ilegais que impactam diretamente a floresta”, afirmou.

De acordo com o balanço da operação, somente nas ações realizadas em Humaitá, Canutama e Tapauá foram aplicados mais de R$ 5 milhões em multas, além de embargos que somaram cerca de 478 hectares. Já na frente que incluiu Apuí, Manicoré, Maués e Novo Aripuanã, o valor das autuações ultrapassou R$ 5,9 milhões, com área embargada de mais de 1.700 hectares, equivalente a aproximadamente 2.500 campos de futebol.
As equipes também apreenderam equipamentos usados nas atividades ilegais, como motosserras e combustíveis. Entre as principais infrações identificadas estão desmatamento ilegal, uso irregular do fogo, descumprimento de embargos e impedimento da regeneração da vegetação.
A Operação Tamoiotatá 6 é uma força-tarefa do Governo do Amazonas, que reúne órgãos estaduais e federais de fiscalização e segurança. A iniciativa seguirá ao longo de 2026, com novas etapas previstas até dezembro, reforçando o monitoramento e a proteção ambiental, especialmente durante o período de estiagem, considerado mais crítico para queimadas e desmatamento.



