Manaus/AM - Givancir Oliveira, o presidente do sindicato dos rodoviários, declarou que a categoria não pretende encerrar a greve dos ônibus até que os salários atrasados sejam quitados e haja garantia de regularidade nos pagamentos.
“Se for crime defender o pão na mesa do trabalhador, então eu sou criminoso. Sou criminoso. Passarei a ser agora.”
Segundo ele, a greve é resultado da falta de pagamento recorrente aos trabalhadores do transporte coletivo.
“O trabalhador é vítima disso. Mas a categoria mais ainda, porque é ela que faz o serviço. É justo trabalhar e não receber? O seu pagamento está em dia? Caiu no dia certo? Então é o básico: trabalhou, tem que receber. E isso já virou rotina para minha categoria. Todo mês a mesma história.”
O dirigente sindical reforçou que a paralisação continuará até que haja compromisso das empresas em regularizar os salários.
“Essa patifaria, essa sacanagem têm que acabar. Portanto, quero deixar claro que minha categoria vai se manter firme e forte e a luta continua. A greve vai continuar até que o pagamento saia e haja um compromisso das empresas de que não vão mais atrasar o pagamento dos meus trabalhadores.”
Enquanto o impasse continua, a população enfrenta longas esperas nos pontos de ônibus com apenas 50% da frota circulando neste momento. Vale lembrar que na segunda-feira (20), o serviço foi totalmente paralisado por horas.



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