O avanço da cheia dos rios no Amazonas acendeu o alerta para o perigo iminente de ataques de cobras, escorpiões e aranhas. Dados divulgados pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-RCP) nesta quarta-feira (10/06) revelam que o estado registrou 1.042 acidentes com animais peçonhentos apenas no primeiro trimestre de 2026.
Com a subida das águas, esses animais perdem seu habitat natural e migram para áreas mais secas em busca de abrigo, invadindo comunidades e residências urbanas e rurais.
"Com a elevação do nível dos rios, serpentes e escorpiões se aproximam dos locais de circulação da população. Por isso, é fundamental manter os ambientes limpos e redobrar os cuidados", adverte o diretor de Vigilância Ambiental da FVS-RCP, Elder Figueira.
A vigilância ambiental orienta que a população adote medidas preventivas rigorosas durante o período de enchentes:
Vistoria diária: Bater e inspecionar calçados, roupas, toalhas e roupas de cama antes de usar.
Limpeza de quintais: Evitar o acúmulo de entulhos, madeiras e lixo orgânico, que servem de esconderijo e atraem roedores (alimento de serpentes).
Proteção física: Utilizar botas de cano alto e luvas grossas ao limpar áreas alagadas ou manusear entulhos.
Além do risco de picadas, as alagações também trazem perigo biológico pela contaminação da água. A FVS-RCP monitora o avanço da Doença Diarreica Aguda (DDA), que somou 91 mil casos no estado entre janeiro e maio de 2026, principalmente em Manaus, Tefé e Parintins.
Como resposta emergencial, o órgão já distribuiu mais de 2,1 milhões de frascos de hipoclorito de sódio a 2,5% aos municípios para garantir o tratamento da água consumida pelas famílias afetadas pelas cheias.



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