Manaus/AM - A confirmação de um caso de brucelose em uma propriedade rural de Nhamundá, no interior do Amazonas, levou a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado (Adaf) a reforçar o alerta para a vacinação de rebanhos bovinos e bubalinos. A campanha de imunização segue até o dia 31 de maio e é voltada para fêmeas de 3 a 8 meses de idade.
De acordo com a Adaf, após a vacinação, os produtores devem apresentar a nota fiscal da vacina e o atestado de imunização em uma unidade da agência no município onde vivem. A notificação também pode ser feita de forma remota pelo WhatsApp da instituição. O órgão destaca que a vacina contém bactéria viva atenuada e, por isso, só pode ser aplicada por médicos veterinários ou auxiliares cadastrados.
O caso da doença foi confirmado em uma fêmea bovina de uma propriedade em Nhamundá. Segundo a coordenadora do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT) no Amazonas, a médica veterinária Gisele Torres, a situação serve de alerta para pecuaristas e profissionais da área reforçarem a realização de exames nos animais, principalmente em propriedades leiteiras.
A brucelose é uma zoonose que pode ser transmitida dos animais para os seres humanos por meio do contato direto com animais infectados ou pelo consumo de leite cru e derivados não pasteurizados. A doença pode causar aborto, infertilidade e nascimento de crias fracas nos rebanhos, além de sintomas como febre, dores no corpo e inflamações em humanos. Produtores que não vacinarem os animais estão sujeitos a multa e ficam impedidos de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA).




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