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Economia

Temer blinda Meirelles, que terá mais atribuições

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BRASÍLIA - Diante da importância da agenda econômica para a sobrevivência de seu governo, o presidente interino, Michel Temer, não quer que ninguém mexa com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Dentro do Palácio do Planalto, a frase "Meirelles sempre vai ganhar qualquer discussão econômica" já virou uma máxima para rebater qualquer questionamento ou opinião divergente. Interlocutores relatam que Temer blindou o ministro:

- Não há nada que ele peça e não leve - disse um integrante do Planalto.

É por isso que a transferência da Secretaria de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento para a Fazenda, pedida por Meirelles, é dada como certa. Hoje, o Planejamento é o responsável pela gestão orçamentária, mas é a Fazenda quem gere as finanças por meio do Tesouro. Isso significa que uma pasta dá os limites para os gastos, enquanto a outra faz os pagamentos de fato. Com a Secretaria de Orçamento na Fazenda, a condução da política fiscal ficaria concentrada num só lugar e deixaria o ministro mais poderoso.

Temer já sinalizou aos ministros que evitem ao máximo falar sobre assuntos da área de Meirelles, para evitar bolas divididas - entre eles, José Serra (Relações Exteriores) e Eliseu Padilha (Casa Civil), que têm uma gama ampla de assuntos, muitos deles com viés econômico.

Outro sinal da força de Meirelles veio na fixação da meta fiscal de 2017 em um déficit fiscal primário de R$ 139 bilhões. A ala política do governo pressionou até o último minuto para que o valor fosse maior - próximo dos R$ 170 bilhões de 2016 - e desse maior margem de manobra para o governo na gestão das contas do ano que vem. No entanto, Temer não quis enfraquecer seu ministro da Fazenda e seguiu sua orientação para o número.

Interlocutores da área econômica afirmam que até mesmo em temas em que Meirelles parece ter saído derrotado, como a aprovação de reajustes de servidores, que impactaram as contas de 2016, o quadro não foi bem assim. O ministro, afirmam, fez um movimento calculado de deixar esse assunto resolvido para os próximos anos, para poder se dedicar à aprovação da proposta de emenda constitucional (PEC) que fixa um teto para os gastos e que representa um ajuste fiscal estrutural, o que, na sua visão, é mais importante.

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