Em recente edição do programa "Leia a Bula", a farmacêutica e terapeuta integrativa Ednilza Guedes recebeu a médica endocrinologista Dra. Jeanne Pimentel para um alerta urgente sobre o avanço da obesidade e sua relação direta com distúrbios metabólicos.
Com 23 anos de experiência na área, a especialista destacou que a obesidade deixou de ser tratada estritamente como uma questão estética para ser compreendida como uma doença crônica, inflamatória e sem cura definitiva, exigindo controle contínuo e acompanhamento médico rigoroso.
Principais Pontos Abordados no Debate
O mito do "gordinho saudável": A endocrinologista enfatizou que romantizar o excesso de peso é um erro grave. Mesmo o sobrepeso discreto já desencadeia descompensações metabólicas no controle de carboidratos, conhecida como resistência insulínica.
Doença sem faixa etária: A resistência insulínica e o acúmulo de gordura visceral podem acometer desde crianças pequenas (a partir dos seis anos ou menos) até idosos, gerando lesões silenciosas em órgãos-alvo, como o fígado (esteatose hepática).
A realidade das "canetas emagrecedores": Embora eficientes no tratamento, medicamentos injetáveis modernos exigem prescrição e acompanhamento profissional. O uso indiscriminado ou por conta própria traz sérios riscos à saúde.
Prevalência alarmante no Amazonas: A médica estima que mais de 70% da população do estado apresente algum grau de sobrepeso ou composição corporal inadequada, um dado muitas vezes subestimado pelo Índice de Massa Corpórea (IMC) tradicional.
Riscos da Automedicação e Efeitos Colaterais
O uso de medicações para emagrecimento sem supervisão médica pode desencadear quadros agudos e perigosos. Entre os principais alertas destacados pela especialista estão:
Hiponatremia grave: A queda acentuada nos níveis de sódio no sangue, que pode levar a internações em UTI e até a óbito.
Perda excessiva de massa magra: O chamado "derretimento facial" e a flacidez acentuada ocorrem quando há perda rápida de peso sem a devida reposição de proteínas, vitaminas e ajustes hormonais.
Efeitos gastrointestinais severos: Náuseas, vômitos e perda de eletrólitos essenciais para o funcionamento do organismo.
"A obesidade é uma doença crônica que só tem controle. Não existe 'ex-obeso'. Interromper o tratamento sem orientação médica faz com que o quadro retorne, muitas vezes de forma mais agressiva" , alertou a Dra. Jeanne Pimentel.
Projeto "Educar para Salvar"
Para capacitar profissionais da saúde e desmistificar a correlação entre obesidade e diabetes, a Secretaria de Saúde sediou uma palestra ministrada pela especialista abordando pré-diabetes, diabetes e "diabesidade".
Para quem deseja buscar atendimento especializado ou acompanhar o trabalho da médica, o consultório está localizado no Crystal Tower, e as orientações profissionais podem ser acompanhadas no Instagram oficial: @drajeanne_pimentel




Aviso