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Infectologista tira dúvidas sobre 'doença da urina preta'

Infectologista tira dúvidas sobre 'doença da urina preta'
Infectologista tira dúvidas sobre 'doença da urina preta'

Nesta segunda-feira (27) o jornalista Humberto Amorim entrevistou a infectologista Dra. Maria Paula Mourão no programa Hora do H. A médica, falou de sintomas e orientações sobre a rabdomiólise, popularmente conhecida como ‘doença da urina preta’ que tem assustado os amazonenses e reduzido o consumo de peixe no Estado. Não é a primeira vez que a rabdomiólise é detectada no Amazonas e, este ano, até 15 de setembro foram notificados 85 casos em oito estados brasileiros. 

Caracterizada pela rigidez muscular, frequentemente acompanhada de fraqueza e contratura muscular, podendo estar acompanhada de mal-estar, náusea, vômito, febre, palpitação e urina escura, daí o nome popular ‘doença da urina preta’. “A substância ou microorganismo ou planta que serve de alimento aos peixes, produz uma toxina no animal, que é resistente a temperatura do cozimento e à lavagem com limão. Quando as pessoas ingerem esse peixe, a toxina destrói as células musculares, a proteína do músculo acaba se acumulando nos rins e os pacientes causando a coloração escura na urina e dor muscular intensa”, explicou.

De acordo com a médica, após a ingestão do peixe contaminado, os sintomas começam a aparecer de 24h a 48h e o paciente começa a sentir fortes dores musculares. “A proteína se acumula nos nossos rins, mas a evolução é benigna, e quase não há registros de óbitos. É seguro comer peixes no AM e não há motivo para pânico”, assegurou.

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