Manaus/AM - Nesta quarta-feira (17) a cardiologista e vice-reitora da UEA Dra. Kátia Couceiro participou do programa "Leia a Bula" com Ednilza Guedes. A médica falou sobre prevenção e fatores de risco do infarto agudo do miocárdio.
Ela explica que pode haver uma confusão entre sintomas como ansiedade e arritmia cardíaca. "Não podemos menosprezar o sintoma e a queixa do paciente, as pessoas precisam procurar ajuda médica e tratar de maneira adequada. As pessoas sentem a palpitação quando conseguem identificar que o coração está descompassado", disse.
Sobre a incidência da miocardite durante a pandemia, Kátia esclarece: "O coronavírus gosta do músculo cardíaco especificamente, ele faz uma lesão e uma infecção que chamamos de miocardite. Com a grande incidência da Covid, tivemos um maior número de miocardite, pois é muito mais fácil ter uma miocardite através do coronavírus, e a vacina segue como uma proteção indispensável".
A médica destaca que o consumo de bebidas alcoólicas e energéticos funciona como estimulante, eles não não são a causa única das doenças do coração, mas funcionam como um gatilho. A adoção de hábitos saudáveis é a forma mais eficiente de fortalecer a saúde do coração.
"Os fatores de risco são absolutamente modificáveis, dependem da força de vontade do paciente. Com o passar do tempo, a obstrução acima de 70% ocorre o infarto agudo do miocárdio. Precisamos focar, eliminar os fatores de risco e fazer o controle de todos eles", finalizou.

