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"Águia não caça mosca": Bosco Saraiva rebate ataque de Tarcísio à Zona Franca de Manaus

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Manaus/AM - Em entrevista exclusiva concedida nesta quinta-feira (18) ao jornalista Holanda, diretor-executivo do Portal do Holanda, o superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), Bosco Saraiva, respondeu de forma contundente às críticas feitas pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao modelo da Zona Franca de Manaus durante as discussões da reforma tributária na Câmara dos Deputados. 

O governador paulista questionou pontos do texto da reforma, entre eles a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) aplicada à Zona Franca. Para Bosco Saraiva, as declarações revelam desconhecimento sobre a importância estratégica, econômica e ambiental do modelo amazônico.

“Águia não caça mosca. A Zona Franca de Manaus é tão grandiosa e importante para o Amazonas, para o Brasil e para o mundo que não dá para bater boca com quem não conhece a Zona Franca de Manaus. Com quem não conhece as nuances dos altos rios, com quem não sabe onde estão os Waimiri-Atroari, com quem não conhece a nossa história. Quem não conhece a Zona Franca não pode falar da Zona Franca. Eu não vou perder tempo com mosca”, afirmou.

Bosco reforçou que o modelo vai muito além de incentivos fiscais e representa um dos principais instrumentos de preservação da floresta amazônica aliado ao desenvolvimento econômico sustentável. Segundo ele, os números comprovam a força da Zona Franca e desmontam qualquer narrativa de fragilidade do sistema.

“Nós vamos faturar novamente este ano e quebrar recordes. Estamos falando de algo em torno de R$ 225 bilhões. Só no mês de outubro, o Polo Industrial de Manaus faturou R$ 21,6 bilhões. Esses números mostram que a Zona Franca é forte, sólida e absolutamente estratégica para o país”, destacou. 

Superintendente da Suframa, Bosco Saraiva e jornalista Holanda do Portal - Foto: Reprodução/Portal do Holanda

Na entrevista, o superintendente também ressaltou o crescimento expressivo do emprego industrial desde 2023, quando assumiu a Superintendência da Suframa.

“Quando nós chegamos em 2023 na Suframa, o Polo Industrial de Manaus tinha cerca de 109 mil trabalhadores dentro das fábricas. Agora, fechamos o mês de outubro com 132 mil trabalhadores. Foram mais de 20 mil novas vagas criadas, o que mostra a vitalidade do modelo e sua capacidade de gerar emprego e renda”, explicou.

Bosco Saraiva também chamou atenção para o desafio da qualificação profissional diante da expansão industrial e destacou que esse cenário representa uma grande oportunidade para a juventude amazonense.

“Nós vamos precisar, nos próximos três anos, de cerca de 3.600 técnicos industriais. Precisamos capacitar essas pessoas, e isso é um bom problema. Na medida em que capacitamos quem está na escola e quem já está dentro da fábrica, criamos novas oportunidades de bons salários, com o jovem saindo da escola direto para o mercado de trabalho no Polo Industrial de Manaus. E cada vaga gerada dentro da fábrica adiciona mais três vagas no comércio e no setor de serviços”, afirmou.

Ao final, o superintendente reforçou que a Zona Franca de Manaus não é um entrave ao desenvolvimento nacional, mas sim uma solução inteligente que alia crescimento econômico, inclusão social e preservação ambiental, devendo ser tratada com respeito e conhecimento técnico no debate da reforma tributária.
 

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