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Volatilidade deve persistir em ações de educação após resultado do Enamed, estima Citi

20 Jan (Reuters) - Analistas do Citi avaliam que a volatilidade nas ações do setor de educação na B3 deve persistir nesta terça-feira, um dia após o resultado do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), com cerca de 100 cursos de medicina em todo o país apurando desempenho insatisfatório, pressionar os papéis.

Em relatório a clientes no final da segunda-feira, eles avaliaram que, apesar de incertos e provavelmente transitórios, os resultados do exame são negativos.

"Não apenas pelo potencial de limitar o crescimento no curto prazo, mas também por pressionar as marcas das instituições e aumentar a assimetria regulatória -- ou seja, a falta de isonomia no ônus regulatório entre programas mais maduros e os mais novos", escreveram Leandro Bastos e equipe.

De acordo com nota publicada no site do Ministério da Saúde na véspera, as graduações receberam notas 1 e 2, consideradas insuficientes pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), e serão penalizadas com restrições ao Fies e suspensão de vagas.

Na segunda-feira, Cogna ON fechou em baixa de 1,91% e Yduqs ON caiu 1,9%. Fora do Ibovespa, Anima ON perdeu 6,48% e Ser recuou 6,77%. Afya é negociada nos Estados Unidos, onde foi feriado na véspera.

Procuradas na segunda-feira pela Reuters, Cogna, Yduqs, Anima e Afya não comentaram. Procurada nesta terça-feira, a Ser não respondeu de imediato.

Em nota na véspera, a Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) informou que está acompanhando a divulgação dos resultados do Enamed.

"Análises de instituições de todo o país indicam divergência de dados entre os que foram reportados como insumos, em dezembro passado, em relação ao número de estudantes proficientes de seus cursos, e os divulgados hoje (segunda-feira)", disse, citando que aguarda esclarecimentos técnicos do MEC e do Inep.

Na visão da equipe do Citi, o desfecho envolvendo o Enamed pode ajudar a melhorar o ambiente competitivo para os cursos não impactados, que devem se beneficiar da redução da oferta. Na cobertura deles do setor, citaram Yduqs como potencialmente a mais impactada, seguida por Ser, Afya, Anima e Cogna.

Analistas do UBS BB também consideraram a notícia negativa para o setor e estimaram que o resultado do exame pode levar a disputas judiciais adicionais no setor, lembrando que as instituições têm um prazo de 30 dias para apresentar sua defesa após a divulgação do resultado do exame.

(Por Paula Arend Laier)

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