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Brasil-Itália, um clássico para decidir o primeiro lugar do grupo A


afp.com / Vanderlei Almeida

SALVADOR (AFP) - A seleção brasileira enfrenta no sábado a Itália, na Arena Fonte Nova de Salvador, em um duelo entre duas equipes já classificadas para as semifinais para definir qual terminará em primeiro lugar do grupo A da Copa das Confederações.

Ambas têm 100% de aproveitamento na competição por terem derrotado Japão e México nas duas primeiras partidas que disputaram, mas o Brasil é líder no momento por levar a melhor no saldo de gols (+5 contra +2).

Por isso, os comandados do técnico Luiz Felipe Scolari manterão a ponta apenas com um empate.

Não perder para a 'Squadra Azzurra' seria importante para evitar um confronto complicado nas semifinais contra a atual campeã Espanha, que tem tudo para terminar em primeiro lugar do grupo B.

Já o técnico Cesare Prandelli preferiu falar apenas sobre a partida de sábado, sem pensar no futuro adversário.

"A expectativa é ter um bom desempenho, jogar uma partida bem equilibrada, não pensamos na Espanha. Só depois pensaremos nas semifinais", explicou o treinador italiano.

O pentacampeão Brasil e a tetra Itália são as duas seleções com mais vitórias em Copas do Mundo, protagonizando inclusive duelos memoráveis em mundiais.

Em 1970, a seleção de Pelé, Jairzinho, Gérson e companhia se consagrou como uma das maiores da história ao derrotar os italianos por 4 a 1 na final da Copa do México.

Em 1982, Paolo Rossi acabou com o sonho do futebol-arte de Zico, Falcão e Sócrates ao marcar os três gols da vitória por 3 a 2 da Itália nas quartas de final da Copa do Mundo da Espanha.

Já em 1994, a seleção comandada por Carlos Alberto Parreira, jogando um futebol menos vistoso, derrotou os italianos nos pênaltis para garantir o tetra.

No total, foram 15 jogos, com retrospecto favorável para o Brasil, que conseguiu sete vitórias, três empates e sofreu cinco derrotas.

Na última edição da Copa das Confederações, em 2009, na África do Sul, as duas equipes já se enfrentaram na mesma altura da competição, na terceira rodada da primeira fase, com um triunfo brasileiro por 3 a 0 que eliminou os italianos.


afp.com / Juan Barreto

No dia 21 de março deste ano, o Brasil empatou em 2 a 2 com a Itália em Genebra, na segunda partida de Felipão desde seu retorno à frente da seleção. Na ocasião, chegou a abrir vantagem de 2 a 0 com gols de Fred e Oscar, mas deixou o adversário empatar no segundo tempo.

De Rossi diminuiu e Balotelli, muito querido pelo público brasileiro nesta Copa das Confederações, deixou tudo igual com um golaço de fora da área.

"Devemos ter a coragem que tivemos nas últimas partidas. Em Genebra, já mostramos que conseguimos dificultar a situação do Brasil", explicou Prandelli, que exaltou a capacidade de reação na vitória de virada por 4 a 3 sobre o Japão, na última quarta-feira na Arena Pernambuco de Recife.

Neste sábado, o técnico italiano não poderá contar com um dos seus principais jogadores, o veterano Pirlo, que sofreu uma lesão na panturrilha e está fora da partida.

Na estreia, 'Il arquitero' tinha anotado um lindo gol de falta na vitória por 2 a 1 sobre o México.

O volante Daniele De Rossi também não estará em campo por ter levado dois cartões amarelos nas primeiras partidas.

No lugar deles, Roberto Aquilani e Claudio Marchisio devem ser escalados como titulares e Riccardo Montolivo, que costuma jogar aberto pela esquerda, pode ser recuado e atuar numa posição mais central para articular as jogadas.

Do lado brasileiro, Paulinho sofreu um entorse no tornozelo e não participou do treino realizado nesta sexta-feira no estádio de Pituaçu.

Hernanes treinou no lugar dele entre os titulares e deve começar a partida contra os italianos.

Já David Luiz, que quebrou o nariz na vitória por 2 a 0 sobre os mexicanos, terá condições de jogo.

A expectativa é fazer mais uma boa partida e continuar sem sofrer gols, como aconteceu nas vitórias por 3 a 0 sobre Japão e 2 a 0 sobre México.

Brasil: Julio César - Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz, Marcelo - Luiz Gustavo, Hernanes (ou Paulinho), Oscar - Hulk, Fred e Neymar. T: Luiz Felipe Scolari.

Itália: Gianluigi Buffon - Ignazio Abate, Andrea Barzagli, Giorgio Chiellini, Mattia de Sciglio - Riccardo Montolivo, Alberto Aquilani, Claudio Marchisio - Sebastian Giovinco, Emanuele Giaccherini - Mario Balotelli. T: Cesare Prandelli.

 

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