Bell toca na sexta, 30, no Municipal Rio e no sábado, 31, com ingressos ainda à venda, e no domingo, 1º, com lotação já esgotada, na Sala São Paulo. Além das duas peças já citadas, incluiu no programa Mozart e Grieg, sempre acompanhado do pianista italiano Alessandro Bax. Mas o Beethoven lhe interessa particularmente, diz à reportagem. Os últimos anos têm sido, ele garante, de muito estudo das partituras do compositor. À frente da orquestra da Academia de Saint-Martin in the Fields, na Inglaterra, da qual agora é diretor musical, ele se colocou o desafio de reger as sinfonias. Gravou, no início do ano, a quarta e a sétima; e, ao longo de 2013, tem se dedicado à terceira, que é contemporânea da Sonata Kreutzer. Em seguida, virão a quinta e a sexta.
"Tem sido muito rico perceber como minha atividade ao violino se transformou por conta do trabalho como maestro", ele explica. "Quando você está sozinho no palco, ou atua como solista à frente de uma orquestra, pode se dar ao luxo de simplesmente seguir seu instinto e contar com que os demais te sigam. Mas se você tem que explicar a um grupo de 50, 60 músicos como devem interpretar uma obra, então precisa fazer a lição de casa, para saber expor seus argumentos. E isso te dá uma percepção da arquitetura da peça, o que sugere uma compreensão diferente. E, claro, ao violino, esta diferença acaba se fazendo presente de forma parecida."
JOSHUA BELL - Sala São Paulo. Pça. Julio Prestes, s/nº, tel. 3367-9500. Dias 31/8 e 1º/9, às 21h. De R$ 120 a R$ 330.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

