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Veterano de 'Escolinha do Professor Raimundo' critica versão nova de programa: 'traíras!'

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 Veterano de 'Escolinha do Professor Raimundo' critica versão nova de programa: 'traíras!'
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Paulo Cesar Rocha, que desde os anos 80 dá vida a Paulo Cintura na TV, é contra o remake de "Escolinha do Professor Raimundo" que é exibido na Globo em comemoração aos 25 anos da série original.

Atualmente no ar na série Prata da Casa, da Fox, ele dá continuidade ao personal trainer em uma versão evangélica, e define os atores e diretores do humorístico como "traíras".

"A Escolinha dos Traíras? Eu acho um absurdo. É bom ninguém me chamar, porque eu sento o couro nos caras. Acho que o que eles [elenco e direção] estão fazendo é uma covardia, uma indelicadeza, uma safadeza. Sou totalmente contra. Estão pegando personagens que não pertencem a eles. Eu chamo aquilo de Escolinha da Trairagem", diz.

Conforme a coluna de Daniel Castro, do Notícias da TV, o veterano não admite que a emissora entregue esses personagens consagrados para jovens atores enquanto os comediantes da versão original passam por dificuldades e caem no esquecimento. "Homenagem é o cacete. Os atores deviam ter a consciência de ligar para as famílias dos mortos e para os que estão vivos e falar: 'Estou fazendo um personagem seu, acho que estou ganhando nas suas costas, vou te dar 20% do meu salário'. Mas essas pessoas não foram consultadas. [Atores] Pegaram o que não era deles, estão usando e não repassaram nada, nem uma cesta básica, um dinheirinho qualquer", dispara.

E não para por aí: "Não ligam pra isso, só pensam em benefício próprio. Isso se chama maldade. Eu acredito que essas pessoas vão pagar por isso nessa vida ou na outra. Já vi muito cara malandro que nem eles, e hoje estão todos no Retiro dos Artistas, esquecidos. Esses caras de hoje serão essas pessoas amanhã. É o tempo. Seja bonzinho hoje para não levar a chibatada do capeta (risos)".

Mas apesar da revolta, o ator garante que coloca a saúde em primeiro lugar e a profissão vem depois."Não sou muito ligado nessas coisas de televisão. Ficar em gravação ou em teatro, tudo fechado, sem janela, não quero, não. Quando é uma participação assim, que fico dois dias, aí eu vou. Mas se for um negócio para ir todo dia, das 7h às 21h, opa, peraí. Eu gostava quando gravava a Escolinha, uma vez por semana. Mas pouco me importavam as gravações, meu negócio era encontrar os amigos. Não sinto a menor falta [do trabalho], sinto falta das companhias", diz ele.

E diz ainda que não precisa mais trabalhar para sobreviver. "Semana retrasada gravei um comercial de suplemento alimentar. Também inauguro academia de ginástica, spa, essas coisas. Faço eventos, dou aula de ginástica. Escrevi um livro sobre como chegar aos 60 com saúde e gravei um funk que vai na contramão dos funks negativos. Falo que tem que malhar, não pode fumar, tem que preservar os amigos. O MC Marombado, que se inspirou em mim, queria gravar comigo essa letra. Então as coisas vão acontecendo. Tudo meu sempre foi baseado na malhação", conta ele, que é formado em fisioterapia.

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