A cantora Tati Quebra Barraco perdeu o filho Yuri Lourenço da Silva, 19, há algumas semanas e pretende processar o Estado pela morte do filho.
“Meu filho levou quatro tiros na cara, e o peito dele estava queimado de pólvora, o que dá a entender que o tiro foi a queima roupa. Yuri não estava armado e não teve como reagir. E o mais impressionante é que eles (os policiais militares) disseram que houve troca de tiros. Não existiu a resistência de Yuri como os policiais afirmam. Os PMs cansam de dar desculpas quando fazem atitudes assim. Não podemos aceitar isso! Portanto, eles devem ser melhor treinados, e a responsabilidade é do Estado”, desabafou em entrevista ao “Ego” dizendo que não quer dinheiro com a ação.
“Desses seres humanos, se é que posso chamar assim, né? Não quero um tostão. Quero que cada um faça serviço comunitário ou distribua cestas básicas para comunidades carentes”, acrescentou.
A funkeira disse ainda que outro fato que chocou a família foi a divulgação da foto de Yuri morto. “A imagem do meu filho morto foi divulgada e até a minha cunhada, que mora na Holanda, recebeu a foto. Quem tirou a foto? Foi a médica que estava de plantão naquele momento? Não acredito que uma médica formada seria estúpida ao ponto de divulgar isso. É só pegar o celular dos policiais de plantão e fazer a perícia”, disse.
E acrescentou: “Foi uma sensação horrível e imunda ter que ler tamanha brutalidade contra a minha família. Como mãe, fiz um desabafo. Ninguém é obrigado a ver, mas não chamei ninguém para ver. Não pedi opinião de ninguém, aquilo foi meu desabafo. Quero que eles sejam punidos severamente pelos seus atos. Não podemos apelidar o racismo que as pessoas sofrem nas redes sociais como injúria racial. Racismo é crime e não deve ser aceito por nenhum de nós”.

