A disputa judicial envolvendo o ator Stênio Garcia, de 94 anos, ganhou um novo capítulo após sua defesa acusar a ex-mulher, Clarice Piovesan, e a filha, Cássia Garcia, de supostamente dificultarem o acesso a provas. Segundo o advogado Luiz Mantovani, houve uma tentativa de impedir a obtenção de documentos relacionados à locação de um imóvel no Rio de Janeiro, peça central no processo.
De acordo com a defesa, representantes do ator foram até a imobiliária responsável pela intermediação do apartamento, que teria sido alugado entre 2019 e 2023. No local, no entanto, teriam sido informados de que não poderiam ter acesso a qualquer registro ou informação sobre o contrato de locação.
Ainda segundo o advogado, o responsável pela empresa relatou ter recebido orientações diretas de Clarice e Cássia para não fornecer os documentos nem atender a equipe jurídica de Stênio. Diante da situação, a defesa acionou a Polícia Militar para registrar o ocorrido e garantir testemunhas formais, caso o episódio seja utilizado no andamento do processo judicial.
O caso gira em torno de um imóvel de cerca de 80 m² em Ipanema, adquirido pelo ator em 1986. Embora tenha transferido a propriedade às filhas, Stênio manteve o direito de usufruto vitalício. Atualmente, o apartamento é ocupado por sua ex-esposa, o que tem gerado divergências sobre o uso e a administração do bem.
Em meio ao conflito, Stênio Garcia afirma enfrentar dificuldades financeiras desde o fim de seu contrato com a TV Globo, em 2020, e busca utilizar o imóvel como fonte de renda. A defesa sustenta que a ação tem como objetivo assegurar a subsistência e a dignidade do ator, enquanto o caso segue em análise na Justiça do Rio de Janeiro.



