O rapper e produtor musical Sean “Diddy” Combs, de 55 anos, foi condenado nesta sexta-feira (3) a 50 meses de prisão — pouco mais de quatro anos — por duas acusações ligadas a transporte de mulheres para fins de prostituição. Além da pena de prisão, o juiz determinou multa de US$ 500 mil, e cinco anos de liberdade supervisionada após o cumprimento da pena.
Durante o julgamento, a promotoria pediu uma condenação de mais de 11 anos, alegando que Combs abusou de seu poder e causou danos profundos às vítimas. A defesa, por outro lado, solicitava apenas 14 meses de prisão, o equivalente ao tempo que ele já havia passado na cadeia desde setembro de 2024. O júri o absolveu das acusações mais graves de tráfico sexual e associação criminosa, mas o considerou culpado em dois crimes menores.
O processo foi marcado por depoimentos fortes de mulheres que acusaram o artista de abusos físicos e psicológicos. Entre elas estava a cantora Cassie Ventura, ex-namorada de Combs, que relatou episódios de violência e manipulação. O juiz Arun Subramanian chamou as vítimas de “sobreviventes corajosas” e afirmou que o caso deu voz a mulheres que muitas vezes se sentem impotentes.
"Arrependido" - No julgamento, Combs se declarou arrependido, pediu desculpas públicas e afirmou que seus atos foram “vergonhosos e doentios”, responsabilizando também o uso excessivo de drogas por parte de sua conduta. Chorando, ele pediu uma segunda chance e disse querer “ser exemplo do que uma pessoa pode fazer quando busca a redenção”. O juiz, apesar da condenação, afirmou esperar que ele aproveite a oportunidade para se reerguer.
O caso atraiu atenção internacional não apenas pelo peso das acusações, mas também pela figura pública de Combs, considerado um dos empresários mais influentes da música nos anos 1990 e 2000. Agora, ele terá de cumprir a maior parte da pena em regime fechado, com direito a desconto pelo tempo já detido.

