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Record demite repórter investigado por golpe do pix em menina com câncer

Record demite repórter investigado por golpe do pix em menina com câncer
Record demite repórter investigado por golpe do pix em menina com câncer

A Record demitiu hoje (31) o repórter Marcelo Castro, que é investigado por suposto envolvimento no golpe do pix que desviou R$ 800 mil de doações de pessoas carentes, entre elas uma menina com câncer, que acabou falecendo.

O jornalista foi demitido por justa causa, sem os direitos trabalhistas, da filial da Record Bahia. Antes disso, o editor Jamerson Oliveira já tinha sido dispensado da emissora. Ele é suspeito de ser o responsável por colocar na tarja da tela do programa um telefone pix estranho aos quadros da Record para realizar os desvios. 

Uma terceira pessoa, um rifeiro famoso de Salvador, estaria envolvido no esquema. 

Marcelo Castro foi intimado a depor na polícia e pelo menos 20 casos considerados suspeitos são investigados. Estima-se que o esquema que se utilizou de campanhas de doações para pessoas carentes feitas no programa “Balanço Geral” de Salvador tenha desviado R$ 800 mil que seriam destinados a pessoas carentes.

O caso veio à tona com a denúncia do apresentador Eduardo Bocão, do Balanço Geral Bahia, após ele ser informado pelo empresário do jogador brasileiro Anderson Talisca, do Al-Nassr, avisar que o atleta tinha doado R$ 70 mil a uma menina com câncer pela campanha do programa, mas o dinheiro havia sido desviado. 

A menina morreu dias depois, sem nunca ter recebido o dinheiro para o tratamento. Além dela, pelo menos 20 pessoas relataram ter sido lesadas pelo golpe. A polícia trata o caso como crime cibernético. No entanto, caso as investigações levem a concluir que o fato da menina nunca ter recebido as doações tenha sido determinante para a morte dela, os envolvidos podem ser indiciados por homicídio culposo. 

Segundo a Polícia Civil, "Na nova fase das apurações, depoimentos, matérias jornalísticas, vídeos e prints de redes sociais estão sendo analisados. Aparelhos celulares de familiares de uma das pessoas que figuram como vítima foram encaminhados para perícia, no Departamento de Polícia Técnica (DPT). O titular da DreofCiber, responsável pelo inquérito policial, solicita às pessoas que se identificam como vítimas no contexto do caso investigado, o comparecimento na unidade, no bairro da Moraria, munido de documentos, prints e outros elementos probatórios".

 Procurada, a Record preferiu não comentar o assunto. Já o advogado do repórter, Marcus Rodrigues, afirmou que "Na seara criminal não tem desdobramentos. Até porque ele não é nem suspeito na investigação".

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