Em seu programa “Turma do Ratinho”, na sua rádio, a “Massa FM”, Ratinho se declarou a favor da intervenção militar, que é proibida pela Constituição Federal, e defendeu outras pautas polêmicas.
"Eu sei que o que vou falar aqui pode até chocar, mas está na hora de fazer igual fez em Singapura. Entrou um general, consertou o país e, um ano depois, fez eleições. Mas primeiro consertou, chamou todos denunciados e disse: 'vocês têm 24 horas para deixar o país ou serão fuzilados'. Limpou Singapura", afirmou.
A situação à qual Ratinho se refere foi a de Lee Kuan Yew, que apesar de ter avançado na economia, sofreu um forte retrocesso democrático, cerceando liberdades individuais e aplicando punições para homossexualidade, chibatada para alguns crimes e pena de morte para outros.
Ratinho sugeriu “limpar” moradores das ruas e citou o ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, que depois se tornou advogado pessoal do ex-presidente Donald Trump. “Ele pesquisou do que o povo tinha medo e era dos mendigos batendo nas portas. Ele limpou os mendigos da cidade. Do que as pessoas tinham medo? Morador de rua. Ele tirou todos os moradores de rua e deu um lugar para os caras se virarem. Ele limpou tudo e a imprensa ficou a favor dele. Aqui, se mexer com morador de rua, a imprensa cai em cima do político. Ele começou nos pequenos e chegou no maior”.
Segundo o UOL, o método do político incluia leis de tolerância zero, com punições automáticas para qualquer infração, e era criticado por aumentar a população carcerária dos Estados Unidos.


