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Polêmica da semana, 'cura gay' será discutida em filme com Nicole Kidman

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Polêmica da semana, 'cura gay' será discutida em filme com Nicole Kidman
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RIO - As consequências da chamada "cura gay", tema em voga no Brasil desde a decisão judicial que autoriza psicólogos a oferecerem terapias de reversão sexual, serão exploradas em breve em Hollywood, num filme de alto escalão.

"Boy erased", baseado no livro “Boy erased: a memoir of identity, faith, and family” (em tradução livre: "Menino apagado: memórias de identidade, fé e família"), de Garrard Conley, que também servirá de consultor para a produção, será estrelado por Nicole Kidman e Russell Crowe.

A notícia foi divulgada no fim de agosto. Nesta semana, em entrevista à revista "Hollywood Reporter", Nicole Kidman afirmou que o roteiro é "lindo".

Na trama, a homossexualidade de Jared (interpretado por Lucas Hedges, indicado ao Oscar por "Manchester à beira-mar") é revelada aos seus pais (Nicole e Crowe), moradores de uma cidadezinha americana. Aos 19 anos, o garoto é forçado a fazer uma escolha: ingressar num programa de "reversão sexual" ou ser excluído de sua comunidade.

O livro relata a história real de seu autor, que de fato foi submetido, pelos pais, a um "tratamento de conversão sexual". Na obra, o escritor conta que passou meses recebendo o "tratamento", que, segundo ele, costuma causar mais dor do que alívio aos homossexuais.

No começo deste mês, mais nomes foram confirmados no elenco: Xavier Dolan, mais conhecido pela sua carreira como cineasta, em filmes como "Mommy" (2014) e "É apenas o fim do mundo" (2016); Cherry Jones ("Sinais", "A vila"); Joe Alwyn, ator revelação de "A longa caminhada de Billy Lynn" (2016), de Ang Lee; e até mesmo Michael “Flea” Balzary, baixista da banda Red Hot Chili Peppers.

"Boy erased" será dirigido pelo ator e cineasta Joel Edgerton, e ainda não tem data de lançamento.

Enquanto isso, no Brasil, a Justiça Federal do Distrito Federal tomou uma decisão, em caráter liminar, que deixa psicólogos livres para oferecer tratamentos contra a homossexualidade. A medida, que acolhe parcialmente o pedido de liminar de uma ação popular, impede que o Conselho Federal de Psicologia (CFP) proíba os psicólogos do país de prestar atendimento referente a orientação sexual. O Conselho Federal de Psicologia classificou a medida como uma “violação dos direitos humanos sem qualquer embasamento científico”.

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