Questionada a respeito da possibilidade de o Procure Saber, sem Roberto, recuar na questão das biografias, reconsiderando a postura de exigir autorização prévia, Paula respondeu: "Podemos tudo, tudo o que os artistas quiserem e que beneficie a classe. Mas, como disse, ainda não conversamos. Estamos cansados, tivemos uma disputa interna, de empresários e advogados querendo falar por todos, e nem respiramos. Temos muitas outras pautas, como a questão do Ecad, que tem uma lei a ser implementada."
Kakay enviou uma carta ao Procure Saber, que reencaminhou à reportagem: "Toda essa discussão publica que se agigantou nos últimos dias tem um efeito imediato nas tratativas que estavam sendo levadas junto ao Congresso Nacional", começa o advogado. "Apenas recapitulando e, para não deixar dúvidas, eu fui ao Congresso tratar deste assunto a pedido do Dody e do Marco Antonio (outro advogado de Roberto), que se sentiram habilitados para tal, depois daquela reunião no estúdio do RC." Mais para frente, fala de suas preocupações. "O importante é não perder espaço e não deixar que as forças contrárias se aproveitem destes desencontros. Eu continuarei aqui à disposição do RC, se ele julgar que posso ajudar, mas quero distância de embates públicos, para não prejudicar a causa, embora goste dos embates, pois neles fui forjado. Sempre acreditei que é entre a náusea e a rosa que a ostra faz a pérola. Mas também penso que tem hora para ouvir e hora para falar. Reservo-me o direito de ficar na torcida para que tudo seja resolvido da melhor maneira."
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
