Nas últimas semanas, uma das possibilidades discutidas dentro da Secretaria Municipal de Cultura seria levar a orquestra, formada por jovens músicos, para o Teatro Paulo Eiró, localizado em Santo Amaro, zona Sul de São Paulo - o espaço passou recentemente por uma reforma e é um dos poucos na cidade que tem fosso de orquestra, o que possibilita a realização de óperas. Uma vez lá, a orquestra - que teve sua participação na temporada de óperas de 2014 reduzida, estando prevista apenas a participação na remontagem de La Bohème - também encabeçaria um projeto educacional a ser criado pela prefeitura a partir do ano que vem. A ideia seria envolver também as escolas de música e bailado da prefeitura, ligadas formalmente à Fundação Teatro Municipal.
Nos últimos dias, no entanto, ganhou força dentro da prefeitura a ideia de que, por conta das proporções do Paulo Eiró, a orquestra não poderia se mudar para lá definitivamente. Uma opção, a partir disso, seria criar no teatro de bairro uma programação de concertos e óperas de câmara.
Diretor da Experimental de Repertório desde sua fundação, o maestro Jamil Maluf não quis se pronunciar sobre a questão, que, segundo ele, ainda está sendo debatida internamente na fundação e na secretaria.
Procurada pela reportagem, a Fundação Teatro Municipal negou a intenção de fazer do Paulo Eiró a casa definitiva da orquestra, dizendo que "a Experimental de Repertório, que continuará a se apresentar regularmente no Municipal, poderá, assim como os demais grupos artísticos da Fundação, se apresentar em equipamentos como o Teatro Paulo Eiró, Teatro Artur Azevedo, Auditório Ibirapuera, entre outros".
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

