Para falar em números desta 5.ª edição do Rumos Artes Visuais, ocorre, na exposição, a maior presença de criadores do Rio de Janeiro (11) entre os selecionados, seguidos ainda por representantes de São Paulo (8), Rio Grande do Sul (7), Minas Gerais (4), Distrito Federal (3) e Pará e Bahia (2). Acre, Amazonas, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Santa Catarina (apenas 1 de cada Estado). "Ainda há muito isolamento, é importante sim viajar para encontrar novos criadores, tatear, ver contextos", defende Agnaldo Farias sobre a importância do projeto.
Primeiramente, um grupo de "curadores viajantes", formado por Alejandra Muñoz, Franzoi, Julio Martins, Luiza Proença, Marcelo Campos, Matias Monteiro, Sanzia Pinheiro e Vânia Leal, percorreu o Brasil. Depois, se juntaram a eles no processo, os cocuradores Ana Maria Maia, Felipe Scovino, Gabriela Motta e Paulo Miyada - e todos, afinal, foram coordenados por Agnaldo. O catálogo da edição vai apresentar a fala autoral de cada participante da curadoria do 5.º Rumos, mas e a exposição?
A mostra, que ocupa três andares do Itaú Cultural, exibe uma presença mais forte da figuração, uma recorrência de desenhos e obras criadas a partir de livros, quase nada de obras que fazem a chamada crítica institucional, "uma chatice", como diz Agnaldo Farias. "Há pouca coisa abstrata, mas como se coloca um meteorito na mostra?", indaga o curador, referindo-se ao trabalho do gaúcho Michel Zózimo, abrigado no subsolo do prédio.
A expografia da arquiteta Marta Bogéa remete à característica de o visitante ter de "passear" e "rodear" pela mostra, criando um percurso - por vezes labiríntico tal como na última 29.ª Bienal de São Paulo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Convite À Viagem - Rumos Artes Visuais - Itaú Cultural (Av. Paulista, 149). Tel. (011) 2168-1776. 9 h/ 20 h (sáb. e dom., 11 h/ 20 h; fecha 2ª). Grátis. Até 22/4.

