afp.com / Lluis Gene
Barcelona (AFP) - O astro argentino do Barcelona, Lionel Messi, negou nesta sexta-feira, em entrevista à rádio espanhola Rac1, o suposto envolvimento com um esquema de lavagem de dinheiro do narcotráfico por parte de uma empresa colombiana, organizadora de partidas beneficentes, como a "Amigos de Messi".
"Lamento profundamente o que estão dizendo sobre mim, mas também sobre pessoas que amo, como meu pai e jogadores que são meus amigos. O que fazemos nestes jogos é 100% beneficente", disse o atacante na Argentina, onde se recupera de uma lesão na coxa.
"Estou concentrado na minha recuperação e não penso em outro coisa que não seja chegar ao meu melhor nível físico", afirmou o capitão da seleção argentina, em respostas gravadas para a rádio catalã.
Na segunda-feira passada, o diário El Mundo publicou uma notícia afirmando que a Guarda Civil estaria investigando o pai de Messi por um suposto envolvimento num esquema de lavagem de dinheiro procedente do narcotráfico por parte de uma empresa colombiana, através da organização de partidas beneficentes, o que foi desmentido por diversas fontes.
Jorge Messi "era o representante dos jogadores e falava com o filho para informá-lo da partida e gerenciar sua possível presença, mas sem ter conhecimento de eventuais atividades ilícitas", disseram à AFP fontes próximas ao caso.
"Devo dizer que, de acordo com o Ministério do Interior (espanhol), não há nenhum tipo de investigação" sobre o jogador ou seu entorno, respondeu na segunda-feira o treinador do Barcelona, o argentino Gerardo Martino.
Pouco depois, o jogador e seu pai negaram qualquer envolvimento por meio de um comunicado da empresa Leo Messi Management (LMM), afirmando que Jorge Messi "não foi investigado nem chamado para depor, muito menos acusado".
"Não há vínculo entre as partidas beneficentes e a lavagem de dinheiro", afirmou também a Guarda Civil, que explicou que precisou do testemunho de alguns jogadores "para obter informações sobre a empresa organizadora, descartando no momento suas participações no delito investigado".
De acordo com o jornal El Mundo, os jogadores que tiveram que depor foram o próprio Messi e os companheiros de Barça Daniel Alves, o goleiro José Manuel Pinto e o volante Javier Mascherano.

