Depois de 19 anos da estreia da minissérie "Chiquinha Gonzaga" (1999) na Globo, Dalva Lazaroni de Moraes, autora do livro Chiquinha Gonzaga - Sofri E Chorei, Tive Muito Amor , finalmente ganhou a ação que movia contra a emissora por omitir seus créditos na obra.
A Globo foi condenada a pagar R$ 150 mil de indenização por danos morais e a inserir os créditos a Dalva em todos os capítulos da minissérie. O juiz entendeu que a emissora causou " grave prejuízo " à imagem da escritora, a fez sofrer um " baque psicológico ".

Dalva não viveu para comemorar a vitória. Ela morreu em julho de 2016 e a indenização que foi definida somente na última semana, ficará para os herdeiros.
O advogado Sylvio Guerra vai recorrer da decisão , já que acredita que o valor não condiz com a realidade e que o juiz não arbitrou o dano material que o episódio causou à Dalva. A Globo também pode recorrer.
Conforme o colunista Daniel Castro, do Notícias da TV, em 1999 a escritora lutava contra um câncer de mama e reuniu amigos do meio artístico e político para assistir à estreia da minissérie, comemorando prestígio de um de seus livros servir de inspiração para a TV. Para sua total decepção, o capítulo terminou e nem seu nome, nem do seu livro apareceram nos créditos finais.
Em negociação com a Globo, a autora queria tanto que seu livro servisse de inspiração para uma trama na TV que abriu mão de qualquer remuneração pela obra, mas tinha exigido que apenas r ecebesse seus créditos isso. Nem isso lhe foi dado.
Somente após procurar a Globo, seu nome e do livro começaram a aparecer no 20º capítulo da trama que teve 38 episódios. A emissora se comprometeu a colocar os créditos desde o primeiro capítulo nas eventuais reprises mas em 2010, novamente descumpriu a promessa e não deu os créditos. Assim como não cumpriu nas exibições foras do país, em Portugal, França, Japão e Angola.








